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Inconfesso desejo
Carlos Drummond de Andrade
Queria poder declarar ao mundo este amor
Não me falta vontade, não me falta desejo
Você é minha vontade, meu maior desejo
Queria poder gritar esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos, sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos, cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração, minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo para viver com você
Este inconfesso.


Quando eu te Encontrar
(Samuel Costa)
No dia em que eu te reencontrar,
vou rejuvenescer dez anos,
vou endoidar dez vezes.
vou derreter de tanto prazer,
vou me perder dentro de você....
No dia em que eu te reencontrar,
sei lá,
acho que meu coração vai dar uma festa
quando deparar novamente com teus olhos,
acho que meus olhos vão viajar de tanta alegria,
vão explodir de tanto brilhar....
Quando eu te encontrar,
ah quando eu te encontrar
...ah..quando eu te reencontrar
não sei o que vou fazer,
mas sei que vou pedir pro
TEMPO PARAR



23/10/2006

Passeio
Blusa em organza branca
em transparência delicada
insinuando
mostrando tudo... mostrando nada
Botõezinhos perolados... semi-abertos
delicados...
guardam uma fronteira
entre a imaginação e a realidade
de caminhos inexplorados
Tua mão se perde na transparência
dessa diáfana blusinha.
Atravessa timidamente os limites
que os botõezinhos entreabertos deixam ver
e que o teu desejo... adivinha










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che bella che sei, che gambe che passi sull'asfalto di Roma. Serenella, in questo vento di mare, di pini, nel nostro anno fra la guerra e il duemila. Dal conservatorio all'università, la bicicletta non và, e tu che aspetti me con i capelli giúbr> e io li carezzerò seduti al nostro caffè Serenella, la radio trasmetterà la canzone che ho pensato per te, e forse attraverserà l'oceano lontano da noi. L'ascolteranno gli americani che proprio ieri sono andati via, e con le loro camicie a fiori colorano le nostre vie e i nostri giorni di primavera che profumano dei tuoi capelli e dei tuoi occhi cosi belli, spalancati sul futuro e chiusi su di me. Nel novecentocinquanta. Nel novecentocinquanta. Amore, ma come stiamo bene al sole, amore, da quest'anno tu sarai con me. È tondo quest' anno, è £ome un pallone che tiro diretto, e che bell' effetto al mio cuore. Serenella, coi soldi, cravatte e vestiti di fiori e una Vespa per correre insieme al mare. Al mare di questa città, alle onde, agli spruzzi che escono fuori dalle nostre fontane, e se c'è µn pò di vento ti bagnerai mentre aspetti me al nostro caffè. Serenella, la radio trasmetterà questa canzone che ho pensato per te, e forse attraverserà l'oceano lontano da noi. L'ascolteranno gli americani che proprio ieri sono andati via, e con le loro camicie a fiori che colorano le nostre vie e i nostri giorni di primavera che profumano dei tuoi capelli e dei tuoi occhi cosi belli, spalancati sul futuro e chiusi su di me. Nel novecentocinquanta. E ti amo, ti amo forte al sole, questo sole che sembra vicino. Serenella, io voglio un bambino nei nostri giorni di primavera. Lo penseremo come una canzone. Serenella, ti porto al sole. Serenella, ti porto al mare. La radio trasmetterà questa canzone che ho pensato per te, e forse attraverserà l'oceano lontano da noi. L'ascolteranno gli americani, che proprio ieri sono andati via O Serenella, ti porto al mare. Ti porto via. L'ascolteranno gli americani, che proprio oggi sono andati via. O Serenella, ti porto al mare. Ti porto via.
que bela que és que pernas que moves sobre o asfalto de Roma. Serenella, neste vento de mar, de pinheiros, entre a guerra e o dois mil. Do conservatório á µniversidade, a bicicleta não vai, e tu que esperas por mim com os cabelos compridos e eu os acariciarei sentados no nosso bar. Serenella, o radio transmitirá a canção que pensei para ti, e talvez atravessarás o oceano distante de nós A escutarás os americanos que próprio ontem foram embora, e com suas camisas a flores coloram as nossas vias e os nossos dias de primavera que perfumam dos teus cabelos e dos teus olhos tão belos, abertos para o futuro e fechados sobre mim. Em novecentos cinquenta. Em novecentos cinquenta. Amor, mas como estamos bem ao sol, amor, deste ano tu estará comigo. É redondo este ano, é como uma bola que chuto direto, e que belo efeito ao meu coração. Serenella, com o dinheiro, gravatas e vestidos de flores e una Vespa para correr juntos até o mar. Ao mar desta cidade, às ondas, aos borrifos que saem dás nossos chafarizes, e se tem um pouco de vento te banharás enquanto esperas por mim no nosso bar. Serenella, o radio transmitirá esta canção que pensei para ti, e talvez atravessará o oceano distante de nós A escutarão os americanos que próprio ontem foram embora, e com suas camisas a flores que coloram as nossas vias e os nossos dias de primavera que perfumam dos teus cabelos e dos teus olhos tão belos, abertos para o futuro e fechados sobre mim. Em novecentos cinquenta E te amo, te amo forte ao sol, este sol que parece vizinho. Serenella, eu quero um menino nos nossos dias de primavera. O pensaremos como uma canção. Serenella, te levo ao sol. Serenella, te levo ao mar. O radio transmitirá esta canç£o que pensei para ti, e talvez atravessará o oceano distante de nós A escutarão os americanos que próprio ontem foram embora Oh Serenella, te levo ao mar. Te levo embora. A escutarão os americanos que próprio hoje foram embora. Oh Serenella, te levo ao mar. Te levo embora.
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